quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brigadeiros de pistache para a festa do Dia dos Pais

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Bom dia, pessoal!!!! Ultimamente ando numa escassez de tempo tão grande que ainda não consegui parar pra definir o cardápio do brunch do Dia dos Pais que acontecerá no primeiro domingo de agosto, no final de semana anterior à data oficial da comemoração. Apesar disso, sei que teremos quiche, salada e sopa como opções principais, além de petiscos, mini sanduíches, cupcakes, geleias, frutas secas e outras guloseimas.

Desde que os docinhos de amêndoas fizeram sucesso na FESTA DE RÉVEILLON em janeiro desse ano, fiquei com vontade de repetir a dose, só que dessa vez escolhi outro ingrediente que também adoro: pistache.

Quando eu era pequena, não queria saber de sorvete de chocolate ou de morango, meu sabor preferido era pistache e continuou sendo assim por muitos anos. Infelizmente, acho difícil encontrar o pistache já descascado por aqui, a não ser os que vem naquelas embalagens importadas e caras. É por isso que só compro o ingrediente em ocasiões especiais. E o Dia dos Pais é uma delas, concordam?

Procurando por receitas na internet, encontrei essa que me pareceu uma das mais simples e fáceis de fazer:

Brigadeiro de Pistache

Receita da Chef Ana Tazbir Amaral (retirada DAQUI)

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher(es) de sopa de manteiga sem sal
  • 2 xícara(s) de chá de pistache triturado para decorar
  • 3 colher(es) de sopa de farinha de pistache (pistache bem moído)

Modo de preparo:

Despeje o leite condensado na panela. Acrescente a manteiga em temperatura ambiente e a farinha de pistache. Leve a panela em fogo baixo mexendo constantemente até a massa ficar uniforme. Depois de aproximadamente 10 minutos (ou até a massa desgrudar da panela), o doce está pronto. Passe para um refratário e deixe esfriar completamente. Unte as mãos com um pouco de óleo e com uma colher retire uma pequena porção da massa e enrole bolinhas na mão. Em seguida, passe-as no pistache. Coloque em forminhas e sirva a seguir.

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O passo a passo da receita é bem tranquilo, né? O problema foi encontrar a farinha de pistache! Vocês sabem onde posso comprá-la no Rio de Janeiro? Procurei nos grandes supermercados e não achei nada. No HORTIFRUTI só tinha esses com casca da foto acima e achei que daria um trabalhão descascar tudo pra depois triturar. Fiquei desanimada, mas então lembrei do Pesto di Pistacchio que comprei na viagem à Itália e usei no “sanduíche” de queijo de cabra na FESTA DE RÉVEILLON. O pote de vidro estava meio escondidinho na geladeira doido pra ser redescoberto! Quando comprei a iguaria, achei que fosse um molho salgado feito com manjericão, queijo, alho, azeite e outros temperos que normalmente encontramos no pesto, só que não. Os ingredientes eram só pistache, óleo de semente de girasol e sal.

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Sendo assim, decidi arriscar e tentei seguir a receita original com alguns ajustes. Achei que o sal não iria atrapalhar e não adicionei manteiga por causa do óleo de girasol. No fim das contas, deu tudo certo (ficou uma delícia!) e esperei a massa esfriar para começar a fazer as bolinhas.

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Em seguida, tirei a casca de alguns pistaches inteiros para decorar os docinhos.

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Eu preferi uma finalização mais “rústica”, digamos assim. Normalmente os docinhos de pistache são cobertos com lascas do ingrediente, como vocês podem conferir na foto abaixo.

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Fonte da imagem: http://www.ateliedodoce.com.br/produto/brigadeiro-de-pistache/57/

Acho linda essa apresentação, mas eu queria resgatar um pedacinho da minha infância, algo que lembrasse meus primeiros aniversários e o doce que eu mais gostava: cajuzinho.

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Por esse motivo, finalizei o docinho com um pistache inteiro e optei por não incluir corante verde na minha receita improvisada. Vi muitas variações com esse ingrediente e achei o resultado atraente, mas preferi manter minha versão com um aspecto natural.

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Em seguida, inseri os doces nas forminhas do kit digital FESTA DO PAPAI/DIA DOS PAIS e segui essa dica para congelá-los até o dia do brunch:

http://www.oquecomerhoje.net/2013/09/como-congelar-docinhos-de-festa-e-como-descongelar.html

É a primeira vez que congelo docinhos e estou meio insegura. Espero que dê certo e a textura permaneça a mesma. Depois eu conto!

Na semana passada eu disse que o blog entraria em recesso por um tempinho, mas não resisti e apareci por aqui, rs! Agora é sério, vou sumir por uma semaninha, mas volto em breve com os preparativos para a festinha e as imagens do dia do evento.

Antes de terminar esse post, gostaria de mostrar a vocês o kit digital FESTA DO PAPAI/DIA DOS PAIS completo e avisar sobre a promoção da loja COISAS DA BONFA.

De hoje até quinta-feira (31 de julho), o kit estará com desconto e seu valor caiu de 55 reais para 35 reais.

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Kit digital em PDF para imprimir em casa ou na gráfica de sua preferência. Ideal para comemorar o Dia dos Pais de um jeito surpreendente e especial! Também é uma boa opção para comemorar o Aniversário do Papai.

Alguns campos de texto são editáveis.

Peças incluídas no kit:

1. Poster no formato A4 (21 cm x 29,7 cm) com os dizeres "Pai, nenhum presente pode expressar o que sinto por você. Eu te amo muito!"
2. Cartão no formato A6 (10,5 cm X 14,8 cm fechado) com os mesmos dizeres
3. Convite no formato 10 cm x 15 cm. Pode ser impresso ou enviado por e-mail aos convidados da festa
4. Peça no formato A4 (21 cm x 29,7 cm) que pode ser usada como base para convite impresso e/ou virtual, cardápio, menu para Open Bar, placa com mensagem de boas-vindas, papel de carta etc.
5. Peça no formato A5 (14,8 cm x 21 cm) que pode ser usada como base para convite impresso e/ou virtual, cardápio, menu para Open Bar, placa com mensagem de boas-vindas, papel de carta etc.
6. Bandeirinha para canudos e/ou para enfeitar brigadeiros de copinho, doces e cupcakes
7. Plaquinhas retangulares para identificar os comes e bebes que também podem ser usadas como marcadores de lugar ou adesivos em 8 padronagens
8. Toppers para cupcakes e/ou adesivos para pirulitos em 12 combinações de cores
9. Adesivos para latinhas de metal com 5 cm de diâmetro que também podem ser usados como adesivos para pirulitos ou mini toppers para cupcakes em 15 combinações de cores.
10. Wrapper para cupcakes com padronagem de gravatinhas.
11. Etiqueta para lembrancinha e/ou tags de agradecimento.
12. Forminhas para docinhos em 8 padronagens
13. Bandeirolas para varalzinho no formato de gravatas em 8 modelos/padronagens. Algumas possuem campo de texto editável para escrever SAÚDE, PARABÉNS, FELIZ ANIVERSÁRIO, EU TE AMO, BEM-VINDOS, a idade e/ou o nome do aniversariante. Outra sugestão é prender um elástico nas gravatas e usá-las no pescoço como um acessório divertido!
14. Minicone para balas, doces, biscoitos, pipoca, mix de frutas secas, algodão doce, minipretzels etc.
15. Cúpula para taçajur (luminária com base de taça de vinho + vela para réchaud)
16. Padronagem que pode ser usada para encapar potes de vidro, latas de alumínio, garrafas, além de confeccionar cones tradicionais e customizar bandejas, porta-copos personalizados, porta-talheres, anel para guardanapos, embalagens para sanduíches, chocolates e doces em geral.
17. Página com instruções sobre o uso do kit e sugestão de material para impressão e montagem.

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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1. Após a confirmação do pagamento, o cliente receberá por e-mail um link para poder baixar o PDF e uma senha para abri-lo.
2. Os arquivos só poderão ser abertos no programa Adobe Acrobat e você pode baixá-lo gratuitamente na internet: http://get.adobe.com/reader/
2. O PDF possui campos de texto editáveis, mas não poderá ser salvo. Portanto, é importante preenchê-lo completamente e imprimir o resultado antes de fechá-lo.
3. O material é liberado somente para uso pessoal. Não é permitida a distribuição, o compartilhamento, a comercialização das ilustrações e arquivos, assim como a comercialização das peças impressas.
4. Todos os produtos são protegidos por lei e com direitos autorais pertencentes a Katia Bonfadini.

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Para ver todos os meus kits de festa, cartões, convites, posters, ilustrações e padronagens, visite a loja:

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www.coisasdabonfa.com.br

Um grande beijo pra todos com votos de um final de semana bem doce!!!!

Bonfa-ass

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Resumão das férias na Índia – Parte 2: Jaipur

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Sabir e seu tuk-tuk cheio de frases bonitas

Jaipur foi a segunda cidade que visitamos na Índia, logo depois da capital, Delhi. Chegamos de trem à noite e negociamos com o motorista de tuk-tuk que nos deixou no hotel (Sabir) um valor para que ele nos levasse nas principais atrações no dia seguinte.

A ideia original era seguir direto para o Amber Fort, mas ele sugeriu de passarmos no Royal Gaitor antes e aceitamos a dica.

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No caminho vimos as primeiras vacas da viagem. O que nos surpreendeu foi que a maioria delas revirava lixo em busca de comida. Na Índia, a vaca é um animal sagrado e não se pode maltratá-la nem comer a sua carne. Foi por isso mesmo que imaginamos que o bichinho tivesse “cama, comida e roupa lavada” ou algo semelhante, rs! Mas não, a maioria vive nas ruas junto a porcos, cachorros, cabritos, macacos e outros animais.

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Perguntei ao Sabir se elas sempre comiam lixo e ele respondeu que algumas pessoas dão ração à elas porque isso faz bem pro carma.

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Vimos muitas vacas em ruelas estreitas competindo com os pedestres por espaço e outras no meio da rua atravancando ainda mais aquele trânsito caótico! Algumas entram em lojas e ficam por lá num cantinho como se fossem animais de estimação.

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O Royal Gaitor é um cemitério antigo da familia real onde estão enterrados alguns dos mais importantes marajás indianos.

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Os monumentos de pedra são lindos e cheios de detalhes. A atração não é uma das mais procuradas em Jaipur e por isso estava bem vazia quando chegamos. Foi ótimo porque pudemos aproveitar o tempo para circular livremente por entre as tumbas, fotografar e observar cada cantinho com calma.

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Royal Gaitor

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Royal Gaitor

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De lá seguimos para o Amber Fort e na estrada cruzamos com alguns camelos e elefantes.

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O tuk-tuk nos deixou na parte mais baixa do forte, o que foi legal porque subimos a escadaria aos poucos observando as belas paisagens pelo caminho.

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Amber Fort

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Amber Fort

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Amber foi uma cidade-fortaleza, distrito vizinho de Jaipur e antiga capital do Rajastão. A atração é considerada um destino obrigatório para quem gosta de história e arquitetura.

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Construído nas margens do lago Maota, o Amber Fort é um dos mais bem conservados da época dos marajás e possui um estilo único que resulta da mistura entre a arquitetura islâmica e elementos hindus.

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Teoricamente havia a opção de subir até o forte em elefantes, mas não vimos nenhum pelo caminho. Talvez tenha sido porque o dia estava extremamente quente e abafado.

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A construção do século XVI possui incríveis vistas, palácios e jardins. É um espaço bem bonito, comumente usado como cenário em filmes indianos. Não vi a novela “Caminho das Índias”, mas li que muitas cenas foram gravadas nesse lugar.

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Amber Fort

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Jardins do Amber Fort

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O Portal Ganesha é um ponto muito procurado pelos turistas, sua fachada é toda colorida e rica em detalhes minunciosos.

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Detalhe do Portal Ganesha

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Detalhe do Portal Ganesha

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No Amber Fort tirei muitas fotos com turistas indianos. Bastava uma pessoa tomar coragem de se aproximar e pedir uma foto com a gente para outros grupos fazerem o mesmo. Foram muitos cliques, sorrisos e “namastês”! Pena que não conseguimos conversar por muito tempo com ninguém, seria interessante bater um papo com o pessoal local e saciar algumas curiosidades que viagens para países com culturas muito diferentes despertam na gente.

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O Sheesh Mahal, com milhares de pequenos espelhos incrustados nas paredes e no teto é um dos destaques do Amber Fort.

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Sheesh Mahal

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Sheesh Mahal

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Ficamos um bom tempo circulando pelo Amber Fort e depois seguimos para o Jaigarh Fort, que fica mais acima.

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O sol estava no horário de pico, mas resolvemos percorrer o caminho à pé. Foi um bom exercício! Ainda bem que havia um pouco de vento para aliviar o calor de 40 graus.

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Jaigarh Fort

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O Jaigarh é ainda maior do que o Amber, mas achei menos interessante em termos arquitetônicos, embora as vistas sejam mais amplas e bonitas. Percorremos vários túneis e vimos um canhão milenar.

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Jaigarh Fort

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Vista do Jaigarh Fort

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Detalhe de janela no Jaigarh Fort

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Foi no Jaigarh Fort que vimos macacos pela primeira vez. De repente surgiu um bando de primatas fazendo barulho, mas ninguém deu bola. Acho que o pessoal está acostumado, mas pra gente era novidade e ficamos um bom tempo observando a interação entre os bichinhos.

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Tiramos muitas fotos com os indianos lá também. Todos sempre muito simpáticos, amistosos, sorridentes, coloridos e fotogênicos!

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Depois de três horas de passeio, voltamos ao local combinado com o Sabir e ele então nos levou à Vila dos Elefantes.

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Segundo o GUIA DOS CURIOSOS, “Na Índia, o elefante é um meio de transporte comum, que convive normalmente no trânsito com os veículos”. Bom, não acredito tanto nisso porque vi poucos elefantes nas ruas, mas basta observar as pinturas indianas antigas para perceber que durante séculos o animal foi usado como meio de transporte das classes nobres e também como força de trabalho agrícola.

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Com uma grande tradição religiosa e cultural sobre seus lombos, o elefante é um animal onipresente no país onde as autoridades aumentaram os esforços para sua conservação ao mesmo tempo em que tentam reduzir os conflitos com humanos*.

Parece que a Índia foi o primeiro país a domesticar esses bichinhos que possuem uma inteligência fora do comum. Porém, só as fêmeas são criadas em vilas como essa que visitamos porque têm um temperamento mais dócil. Os machos são agressivos e não respondem bem ao treinamento.

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Para o budismo, cunhado na Índia há mais de dois milênios, o elefante é um símbolo de força da mente, e no hinduísmo, a religião majoritária, encarna Ganesh, um deus com cabeça de elefante que representa sabedoria, boa sorte e prosperidade*.

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Fizemos um passeio curto de meia hora dentro da vila. Precisamos subir numa plataforma para montar no elefante logo atrás do tratador. Eu estava com medo porque não imaginava que o animal fosse tão grande assim de pertinho, mas com o passar do tempo, fui relaxando. O tratador desceu, tirou algumas fotos da gente antes que o passeio terminasse e depois pediu uma gorjeta polpuda, como de costume. O Marcelo deu menos de 1/3 do que ele estipulou, o que já era muito para os padrões indianos, mas ele ficou me pedindo pra “convencer o meu marido”, rs!

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Na vila, há outros passeios mais caros e um deles inclui a opção de pintar os elefantes para, em seguida, banhá-los numa piscina construída especialmente pra esse fim.

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O elefante e o tratador

Fui à vila impulsionada pela curiosidade de viver um “aventura exótica” e andar de elefante, atividade que tinha visto em documentários filmados na Índia e na Tailândia. Como eu já andei de cavalo e de camelo, achei que seria parecido (apesar do susto no Egito) e não pensei em como esses animais eram tratados e no porquê de serem criados em cativeiro. Aparentemente, os bichinhos eram bem cuidados na vila e na hora não vi nada que pudesse me fazer sentir culpada. Entretanto, pesquisando para esse post, li relatos dolorosos de animais maltratados e desnutridos. Teve um elefante que chegou a chorar(!) quando foi libertado depois de 50 anos preso (VEJA AQUI). Deu um aperto no coração… mas tenho certeza de que isso não acontece só com os elefantes. Alguns cavalos, camelos, burros, jegues, bodes, cabritos etc. também devem sofrer nas mãos de proprietários inescrupulosos. Não posso negar que o passeio foi divertido, mas por via das dúvidas, não pretendo mais montar em bicho nenhum.

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Terminado o passeio, seguimos para o Jal Mahal, um palácio que parece brotar das águas no meio de um lago, mas só é possível observá-lo à distância porque o local não é aberto à visitação.

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Antes do Sabir nos deixar no local combinado no final do dia, ele nos convenceu a tomar um chai e depois nos levou a uma fábrica de tecidos tingidos com pigmentos naturais, o que achei interessante, mas não comprei nada. Depois nos levou a uma loja de artesanato e outra de especiarias para desepero do Marcelo, rs! Estávamos no início da viagem e eu não gosto de comprar nada assim de cara, a não ser que me apaixone pela peça. Prefiro ir vendo as coisas com calma e normalmente só abro a carteira depois da metade da viagem. Vou copiar aqui um trecho do relato do Marcelo:

“Pedimos para o motorista do tuk-tuk nos deixar na avenida principal, MI Road, onde concluímos nosso acordo. Ainda deixamos um recado bacana em português no livrinho de recomendações dele. No geral, ele foi correto conosco, cumpriu com o que acordamos. Dei uma gorjeta, mas a Katia disse que ele tinha uma expressão de ‘hoje foi um dia ruim’, possivelmente por não termos comprado nada (as comissões das lojas são altíssimas). Mas deve ter ganho, ainda que muito menos do que gostaria, no passeio do elefante. Ele não chorou um adicional, coisa que ocorreria com frequência com tuk-tuks em Varanasi”.

Como já mencionei nos posts anteriores, essa é uma dica importantíssima para quem tem vontade de viajar para a Índia por conta própria. É preciso negociar o preço de tudo e, tirando o pessoal simpático que pedia pra nos fotografar, a maioria da galera que se aproximava tinha segundas intenções: queria vender alguma coisa, pedir esmola ou ser contratado como guia. Por isso estávamos sempre desconfiados e, infelizmente, deixamos de dar a devida atenção a algumas pessoas legais que realmente só queriam conversar e fazer amizade.

O Sabir nos cobrou um valor bem justo porque estava contando com as comissões das lojas e foi por isso que ficou decepcionado.

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Fomos andando pela rua principal de Jaipur até uma área de restaurantes indicados pelo guia LONELY PLANET. A avenida larga ameniza um pouco o caos onipresente no trânsito. Encerramos nosso dia com uma boa refeição acompanhada pela cerveja KINGFISHER BLUE (a melhor que experimentamos na Índia) no COOPER CHIMNEY, que estava cheio de turistas como nós.

Pedimos um delicioso veg thali, que é um mix de pratos vegetarianos servidos em pequenas porções acompanhados de arroz e dos pães tradicionais (Paratha e Naan). A sobremesa típica (Gulab Jamun) veio como cortesia. Normalmente essa é uma das opções mais baratas do cardápio e, como vem um pouco de cada coisa, o prato funciona como uma introdução à culinária local.

Sobre a quantidade de pimenta na comida, o Marcelo fez um comentário interessante:

“Nem achei muito picante, mas havia uma turista atrás de nós devolvendo a comida por ela estar muito apimentada – e ela disse gostar de pimenta, mas achava aquilo um exagero. Cada um tem seu próprio padrão”.

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Esse simpático carrinho contendo erva doce e açúcar em pedrinhas apareceu no final do jantar. Que coisa mais fofa! Foi a primeira vez que vimos algo assim e eu perguntei ao garçom como é que a gente comia aquilo. Ele disse que deveríamos colocar um pouco de cada coisa na palma da mão com a ajuda da colher de madeira e depois levar o conteúdo à boca. Essa mistura serve como um refrescante bucal e digestivo.

Eu achei a ideia tão interessante que me surpreendeu o fato de a gente ter comido em vários restaurantes indianos ao longo da vida sem nunca ter visto isso. Mais tarde descobrimos que essa combinação era o tipo mais básico porque existe uma boa diversidade de receitas que misturam ao açúcar ingredientes como coentro, cardamono, açafrão, coco, sementes de melão, limão, tâmaras secas, betel etc.

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No dia seguinte, tomamos um café da manhã típico indiano (apimentado e delicioso!), fizemos o check-out e fomos explorar a Pink City. Decidimos caminhar pela rua principal, que estava meio vazia de manhã cedo.

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Jaipur é popularmente conhecida como Pink City, ou “Cidade Rosa”. A capital do Rajastão ganhou esse apelido depois que o imperador Jai Singh II quis deixá-la receptiva aos ingleses que visitariam o estado, uma vez que para os hindus, o rosa é uma cor hospitaleira*.

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Os prédios são bem bonitos e a melhor maneira de visitar o local é à pé mesmo.

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A maior atração da Pink City é o Hawa Mahal ou Palácio dos Ventos.

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A construção foi erguida no século XVIII e sua fachada é apenas uma parede com pequenas janelas que permitiam às mulheres do harém acompanharem o movimento da rua sem serem vistas.

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Detalhes das janelinhas do Hawa Mahal

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Pátio interno do Hawa Mahal

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Hawa Mahal

O Palácio dos Ventos é o mais emblemático exemplar da arquitetura Rajput. Produzido à base de arenito rosa e vermelho, possui cinco andares, mas a largura é de uma só sala e as suas paredes não ultrapassam os 20 cm de espessura*.

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Hawa Mahal

A denominação “Palácio dos Ventos”, que equivale a uma tradução de “Hawa Mahal”, também se deve às centenas de janelas na fachada, que possibilitam que uma brisa (hawa) circule no interior do edifício e o mantenha fresco até mesmo nos meses mais quentes*.

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Hawa Mahal

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Hawa Mahal

Adoro reparar nos detalhes das portas e pinturas desses palácios. Como não dá pra ficar horas observando tantas lindezas, fotografo tudo pra me inspirar depois…

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Hawa Mahal

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No Halwa Mahal também teve sessão de fotos com os turistas indianos que estavam visitando o palácio, claro!

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Menininha fofa! Acho que ela se parece um pouco comigo quando eu era pequena…

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Rapazeada fazendo pose de galã

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Gostei do batom que combina com o véu

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Seguimos o roteiro da caminhada sugerida pelo Lonely Planet até o Jantar Mantar, um observatório astronômico construído entre 1728 e 1734 pelo marajá Sawai Jai Singh II.

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Dos cinco observatórios  construídos pelo marajá, o de Jaipur é o maior e mais bem preservado. Jai Singh adorava astrologia e se mantinha atualizado sobre as descobertas recentes. Seus 16 instrumentos parecem esculturas gigantescas. Alguns deles ainda são usados para prever o nível de calor dos meses de verão, a data possível da chegada, a duração e a intensidade das monções e a possibilidade de inundações e escassez de comida*.

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De lá, partimos para o City Palace, cuja fachada é simples, mas o interior é belíssimo. A visita é imperdível!

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O City Palace abrigou os governantes de Jaipur desde a primeira metade do século XVIII. O amplo complexo possui prédios públicos abertos e arejados que antigamente conduziam aos aposentos privativos dos marajás.

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Atualmente, apenas parte do complexo é aberto à visitação. No City Palace Museum vimos pinturas em miniaturas, manuscritos, tapetes, instrumentos musicais, trajes reais e armamentos.

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City Palace

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City Palace

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City Palace

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City Palace

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O pavão é o pássaro nacional da Índia e por isso a gente viu essa ave ilustrando diversos monumentos, quadros, portais, templos etc.

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Detalhe do Peacock Gate no City Palace

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City Palace

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Depois do City Palace, subimos no Iswari Minar, um minarete que proporciona um belo visual da cidade. No caminho, o vendedor de uma loja nos disse que ele estava fechado porque era dia de eleições. Com a experiência que ganhamos em Delhi, desconfiamos e resolvemos ver pra crer. Resultado: a atração estava funcionando normalmente.

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Vista do Iswari Minar

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Albert Hall

Decidimos cortar o restante do roteiro indicado pelo Lonely Planet porque se tratavam de mercados. Deve ser um passeio ótimo pra quem quer fazer comprinhas, mas no começo da viagem eu preferia ver museus, palácios, fortes etc. Então pegamos um ciclo-riquixá para o Albert Hall.

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Trata-se de um museu inaugurado pelo Príncipe de Gales, Albert Edward, durante sua visita a Jaipur no ano de 1876.

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Algumas vezes a arquitetura de um museu me interessa mais do que seu acervo. Foi o caso do Albert Hall, achei a fachada e os corredores internos lindos. Não é que as pinturas, tapetes, esculturas, cristais etc. não valham a pena, mas eu dispensaria a visita se a gente tivesse menos tempo na cidade.

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Albert Hall

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Foram essas ilustrações antigas que mais me chamaram a atenção no acervo do museu. Reparem que o pássaro nacional da Índia, o pavão, aparece em duas gravuras que fotografei.

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Gosto de descobrir a história por trás dessas cenas, que pode ser algo cotidiano ou um grande evento, e reparar em detalhes como cores, padronagens, gestos e postura dos personagens.

De lá, voltamos ao hotel, pegamos as mochilas e partimos para a estação de trem. Nossos assentos eram menos confortáveis que os anteriores e ficamos separados, mas perto um do outro. O que achei interessante foi observar durante mais de meia hora uma baratinha se locomovendo livremente pelo vagão que era ignorada por todo mundo. Comentei isso com o Marcelo e sugeri que ele fizesse o mesmo, já que poderia ser uma gafe ou ofensa matar o inseto na frente dos indianos. Normalmente eu teria esmagado a criatura com o sapato, mas nessa situação, achei melhor só monitorá-la para que não subisse em mim, o que foi acontecer com outra barata maior alguns dias depois no Nepal, ui!

A velocidade dos trens na Índia é muito baixa, tipo uns 40km/h, e chegamos em Agra com mais de uma hora de atraso. Na estação de Agra Fort, havia muita gente dormindo na plataforma enquanto as baratas circulavam alegremente por ali. Nosso hotel tinha prometido mandar um motorista nos buscar e felizmente ele estava lá nos esperando.

Finalmente chegamos à cidade mais visitada do país, onde fica o famoso Taj Mahal. A expectativa era grande… mas esse relato fica para o próximo post!

Um grande beijo pra todos com votos de muitas viagens inesquecíveis!!!!

*Fontes:
http://catalogodeviagens.net/2013/03/18/tour-nos-arredores-de-jaipur-e-forte-amer/
http://roteirosincriveis.uol.com.br/destinos/asia/india/11-belezas-arquitetonicas-do-norte-da-india/
http://journals.worldnomads.com/responsible-travel/story/81053/Thailand/Why-Elephant-Riding-Should-Be-Removed-from-Your-Bucket-List#axzz37obtgEJJ
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/o-elefante-animal-onipresente-na-india-20120520.html
http://segredosdeviagem.com.br/site/2014/03/conheca-a-cidade-rosa-na-india/
http://marianaintheworld.wordpress.com/
http://viajandoconosco.blogspot.com.br/2013/03/jaipur-no-lombo-do-elefante.html
http://www.postaisdeviagem.com/2013/11/palacio-dos-ventos-hawa-mahal-jaipur.html
http://alberthalljaipur.gov.in/pages/view/27-history 

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